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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Te dou

Te dou…
Uma palavra ou um contexto
Um desafio lançado
Esperando seu eterno desfecho


Sem ao menos dizer o que espero
Sendo por fim
Seu eterno admirador
ou compartilhador do meu cruel desprezo


Do dado, não há detalhes informados
Por que costumamos dar
Aquilo que não sabemos

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Pensamento quando estava reorganizando meu painel de atividades pessoais


A falta do tentar, sempre me gera muitas dificuldades, com esta falta me vem frustações, inseguranças, apatia, medo e baita de uma grande confusão! Subitamente direciono-me para um prisão intelectual, onde fico, horas-e-horas refletindo, martirizando e imaginando, quais seriam as conquistas, uma vez que a tentativa houvesse ocorrido. Curiosamente afastando-me de tudo aquilo que estou fazendo, que estou tentando!

Penso que esta inercia do tentar, ocorre justamente pela definição do verbo. Esta incerteza do resultado quanto vamos tentar algo, não sabemos se esta tentativa, trará fatos positivos. E como lidar com fracassos gerados pelas tentativas?! Desta forma muitas coisas ficam da mesma forma, planejadas e intactas, oferecendo com isto os mesmos resultados qual olhamos um quadro, a ilusão da próxima cena criada em nossas cabeças.

Mas como ser emocional que somos (segundo Eric Bane), retomo a motivações das velhas tentativas, todas projetadas nas congratulações da ação quando estiver concluída. Observo meus planos e como ser estruturado (segundo eu mesmo) observo os planos, reorganizo suas sequencias e prioridades, defino datas para iniciar e concluir e subitamente a todo este planejamento, observo a ideia da obra construído, esperando o dia que eu vou ter coragem de tentar fazer algum desses planos.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Metas 2013!

Todos os anos, quando ele esta nascendo, eu, paro por alguns minutos, penso nas coisas que aconteceram no ano anterior e defino as metas para então o novo ano, que esta nascendo. É uma pratica que faço a algum tempo, trazendo satisfação aos objetivos realizados e frustações aos pendentes. Porém em 2013 (ano recém-estreado) a dinâmica, então praticada há tantos anos, não aconteceu! Na verdade aconteceu de outra maneira. No começo do ano, tive a oportunidade (oferecida e presenteada, por pessoas muito queridas por mim) de fazer uma viagem, regressiva e mística. Na cidade de Carrancas-MG, há lugares que existem fungos que são possíveis apenas em ambientes 100% livres de poluição, a cidade oferece um contato com a natureza que há muito tempo atrás não se via. Além disto, a pousada que ficamos (céu e cerra, se eu não me engano) continha “um que” a mais. A pousada oferece atividades de meditação para controle e expansão das energias interiores. E por consequência destas atividades, que tais metas para 2013, não saíram! Na verdade descobri que eu tenho um único objetivo, ser feliz! E para isto é necessário conhecer e compreender, meu verdadeiro “eu”, as metas são apenas consequência s e frações destas descobertas do “eu”. Aquilo que eu devo fazer para ser feliz naturalmente aparecerá, uma vez que estiver sendo feliz. E as coisas que fazemos para ser feliz são as mais diversas e contraditórias possíveis, andar mais de bicicleta ou trabalhar mais, cantar no chuveiro, chorar assistindo um filme, dormir mais tarde, tudo isto traz a felicidade plena uma vez que naturalmente esta sendo feito, que a própria ação de fazer isto gera prazer, quando gerar prazer os resultados são extremamente prazerosos. Percebi que ao estabelecer metas fixas no ano, eu estava aprisionando os meus desejos naturais, esta privando minha felicidade plena que nasce dos impulsos dos meus desejos interiores. Contudo para 2013 consegui filtrar, tudo ao um único objetivo, viver! Pois se estou essencialmente vivo, naturalmente estou fazendo o que for necessário para a minha felicidade.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Corrente


O Nerd queria ser Fortão,
querido pelas mulheres,
almejado pelos amigos.

O Fortão queria se Culto
frequentador de exposições de artes,
portador de sotaque bonito

O Culto queria ser Revolucionário
apoiador de protestos públicos
defensor da sociedade

O Revolucionário queria se Gênio
descobridor de assuntos ocultos
moldador da história da vida

O Gênio queria ser Nerd
Amante da tecnologia
arquiteto de sonhos focados

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Adjetivo de Possíveis Realidades


Há de se cuidar sempre, contra a miséria!
Pois se não seremos miseráveis em matéria, seremos miseráveis em espírito!

Alegria, alegria!!!


Alegria, alegria!

Apresenta carisma de cara inocente,
Daquelas que os cachorros fazem para levar teu pedaço de bolo.
Te domina do começo ao fim,
Privando de todos os sentidos morais, demonstra todos os seus defeitos dentários,
Na gargalhada escancarada.

Não tem objetivos sociais, apesar da sua ação coletiva (a maioria das vezes).
Pelo contrario muitas vezes titula seus praticantes como marginas, imundos e perigosos,
Que de canto dos olhos, sonham com minutos vividos de tal modo.

Trabalha na diversidade,
dos que chegam a chorar de tanto rir aos que riem de canto de sala.
Dos “atoresantes” e entoadores de piadas aos que riem do tombo alheio.

Das múltiplas ferramentas, a milésima reprise do chaves ao um copo de cachaça.
Da enterrada de basquete ao beijo no rosto dada pela mulher amada.

Da Alegria bem vivida,
A companheira diária até o dia da morte!

(Texto inspirado no filme Quincas berros d'água)

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Me Contradisse

Dentro das ferramentas pedagógicas que a vida utiliza com a gente, a contradição com certeza é uma delas! Por experiência digo que somos cheios de afirmações e que subitamente precisamos encontrar justificativas para estarmos, fazendo, pensando ou sendo totalmente ao contrário destas. É o velho lema da “A vida ensina” e perto da vida, somos alunos do primário! Anseio pela singularidade, não fico confortável com as atitudes e pensamentos comuns e de maneira trivial busco definir minha personalidade agregando esta característica. Um belo dia, formatando o design do meu computador, coloquei o papel de parede dos “anonymous” estes são um bando de malucos que atacam sites governamentais e de grandes empresas, afim de denunciar os abusos cometidos. Escolheram como identificação a mascara do personagem “V” do quadrinho “V de Vingança”, a ideia dos “anonymous” é ser uma figura de revolução dentro da internet. Por fim ganharam forças e hoje são famosos no mundo virtual. Perceba a contradição acontecendo! Tento ser singular e a primeira coisa que eu pego para formatar meu computador é um imagem em evidencia na internet! Utilizando termos mais próximos de nós, peguei a coisa mais “modinha” que poderia ter. Resumindo fui a pessoa mais comum do mundo, tentando ser a pessoa mais diferente do mundo! E a vida é assim, ela te “fala acorda” nas coisas mais triviais que estamos fazendo, e que bom que ela faz isto! Pois é importante para nós voltarmos a normalidade, sermos novamente humanos, com atitudes e pensamentos comuns, estes que fez com que tantas coisas já acontecessem no mundo, afinal ser simplesmente comum, já é um grande diferencial.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

O novo, denovo!

Este novo persiste, definitivamente não é novidade, pois se apresenta todos os meses, em cores, tipos e necessidades distintas. O novo é tão presente que não deixa possibilidades de pensar o que vem além dele, o que terá depois do novo?! Nada! Pois o novo logo muda de lugar, de opinião, é só surgir algo de novo que o novo se torna o novo denovo! É importante esta atendo ao novo, porque ele que nós encaixa (geralmente) as novas estratégias e qualificações do mercado de trabalho, as novas tendências da moda, as novidades mas tocadas na radio, os novos programas mais assistidos na televisão, se você não estar “novo”, não sabe o “novo”, não tem assunto, esta fora da jogada, ponto final, não tem discussão! E saber isto não é nada de novo, aprendemos com os nossos “velhos” que é importante ler o jornal, para saber o que de novo esta acontecendo no mundo. Foi o novo que mudou o mundo, uma nova forma de fazer as coisas, novas coisas que surgiram, novas urgências que foram necessárias atacar, novas dores, novas doenças, novos prazeres, novos lugares. A história apesar de velha é cheia de novidades! Quando aprendemos algo de novo do que aconteceu no tempo velho, algo de novo muda dentro de nós. Mas as vezes cansa seguir o novo, pois são tantas novidades que estão surgindo, e tantas novidades que acontecerem no tempo velho que não conhecemos, que fazer parte deste novo se torna difícil, e finalmente quando conseguimos alcançar tudo isto, nada disto é novidade!

terça-feira, 17 de julho de 2012

Adjetivo de Possíveis Realidades


A inspiração é como oxigênio, é necessária respirar para que seja gerada.
Quando respiramos inspiração geramos mais inspiração, e assim é possível criar mundos.
A diferença é que o oxigênio é obrigatório para a vida.

O Mal de Adoniram

Em um típico dia preguiçoso de domingo estava eu em casa assistindo o Som Brasil, era uma homenagem a Adoniram Barbosa, um dos maiores ícones (me arrisco a dizer o maior) do samba Paulista. A qualidade do programa por consequencia das composições é indiscutível, mas o que me chamou a atenção foi quando contaram um pouco da história de Adoniram e falaram que apesar dos pesares a miséria e o semi-anonimato foram seus companheiros até o fim. E se foi assim em vida, em morte teve sua total inversão, a fama e o sucesso veio como um prémio póstumo, presunçosamente resolvi chamar isto do “Mal de Adoniram” (que podia ser de tantos outros José´s!!!!). O mal de Adoniram é uma coleção de fatores, primeiro pelo fim inexorável a morte, esta mazela é de Adnoriam a Maria´s não tem jeito! Um dia chega para todos nós! Segundo por ser ele, um de tantos, que vem a ter seu reconhecimento após a morte, a história universal é rica em exemplos assim, talentos que vieram a ser reconhecidos muito tempo depois do que seus artistas esperavam, desta forma os apertos de mãos e as felicitações tem que ser trocadas por flores e lágrimas sobre os túmulos! Os já famosos também sofrem do Mal de Adoniram, pois quando morrem ficam mais famosos ainda! Pego como exemplo os Mamonas Assassinas (lembrança da infância) e do Michael Jackson, que em níveis diferentes eram famosos, mas após suas mortes! Por fim o mal de Adnoriam são as raízes que temos, elas são os que nos seguram, que nos sustenta, mas também são as que não deixam que a caminhada da vida prossiga. A vida de Adoniram o pegou de tal forma que não foi capaz de deixa-la, de transforma-la! E se até as estações mudam, será que não devemos mudar? Esta é uma pergunta que nem eu, nem Adoniram nem as Maria´s sabem responder. O que nos resta é a escolha, destes males que nem sempre é tão mal assim.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Oco



No oco há eco
Por sobra de espaço
Por falta de gente
Pela ausência do abraço

No oco há frio
Não existe o abraço
O calor do corpo
Os sussurros baixinhos

No oco há medo
Pois o escuro impera
Não se explora os espaços
Não base ao que espera

No oco de nós
A ausência agride
A dor persiste
A violência reside

domingo, 3 de junho de 2012

Desculpas ou Justificativas

Dentre tantas coisas incomuns entre os Homens, a necessidade de lidar com os problemas cotidianos é uma delas. Os problemas aparecem, resultados do aprendizado e lições que a vida voluntariamente nos dá.
Estes existem em todas as proporções, pessoais, sociais, institucionais, e por assim vai. Todos problemas são gerados por uma coleção de fatores e a partir destes fatores é que podemos chegar as soluções.
O que diferencia a busca de soluções é a forma como vemos os fatores, alguns buscam justificativas para os problemas ocorridos, refletem sobre eles e buscam formas de resolve-los, independente do tempo que for necessário. Outros mediante aos problemas buscam desculpas para elas, se conformam em ter dada tais desculpas e aceitam definitivamente os problemas.
O pior nisto é que geralmente as pessoas que optam pelas desculpas são as que devem cuidar de nossas cidades, estados e pais. As desculpas não são dadas para os problemas delas e sim para os problemas de todos. E assim suas desculpas acabam trazendo mal para todos nós.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Um pedaço de nada já vale um trocado



Seu território são três ruas, há que tem a banca de jornal, há da padaria e a da praça onde faz sua morada.
Grande parte das pessoas parecidas com ele costumam ficar na praça suplicando por “um trocado”, ele por algum motivo pensa diferente, pensa que um pedaço de nada já valia um trocado. Foca seu dia-a-dia em fazer valer sua filosofia de vida, praticava a arte de muitos, catava qualquer “treco” que encontrava na rua, como qualquer pessoa sem orientação ou sem norte aprendeu com seus erros, juntou tanto lixo em seu dormitório reservado na praça que foi obrigado limpar, desabrigar a praça e aguentar algumas pancadas de cacete-te.
Mas foi paciente o suficiente de compreender que a vida ensina, e que não demoraria muito para a policia parar de rondar a praça e que ele e seus amigos poderiam voltar.
Sentou em seu banco favorito e forçou a cabeça suplicando por alguma grande solução, nada vinha! Para ele tudo acabara e que era necessário buscar outra coisa, outro lugar, outras ruas. Planejou para o próximo dia a despedida das três ruas companheiras por um tempo da sua clandestina vida.
Ao amanhecer pois-se à sua marcha fúnebre, com passos lentos foi fazendo a via sacra do cotidiano das pessoas que la viviam, ajudou o Senhor Armando a retirar os produtos das caixas de papelão e recolher os jornais velhos para levar aos seus amigos na praça, passou na padaria pediu o mesmo café preto que o acompanhava em todas as manhas, apanhou o prato com o resto de croissant que uma cliente insistia em deixar, guardou o palito de picolé que era figura constante no prato e partiu em direção da praça.
Sentou no seu banco preferido como uma forma ilustre de despedida, abaixou a cabeça lamentando seu fracasso, lembrou novamente da filosofia que havia traído-o “Qualquer pedaço de nada já vale um trocado”! Respirou fundo e direccionou seus olhos aos jornais para distribuir para os outros que la viviam, quando olhou para o jornal viu a imagem de uma maquete de dirigível e com toda a dificuldade que tinha para levar, conseguiu juntar as palavras, descobriu que tal maquete que era feita de jornais e papelões velhos, levou a mão ao bolso e retirou o palito de picolé este que estava no prato junto ao crossant, sorriu e lembrou da sua filosofa “Um pedaço de nada já vale um trocado” porem pela primeira vez na sua vida ela fazia sentido, a partir de então todos os dias foram dedicados em fazer que o dia-a-dia das pessoas que la viviam levassem a sua filosofia, a ela e a seus artesanatos feitos de palito de picolé.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Adjetivo de Possíveis Realidades

Falo mais com a mente do que com a boca, Quando me calo, tento me calar por dentro. Mas esta voz não cessa, sempre dizendo tudo que pensa. Daquilo que eu vejo, suas censuras, seus prazeres, medos e desejos. E eu me perco nesta vida de teatralizar, controlo seus jogos minhas batalhas, é preciso gerar dos esforços para o resultado vir Mas eu pergunto como eu faço para te calar? você só fala, e nunca quer me escutar

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Adjetivo de Possíveis Realidades

Sinto falta dos cafés e dos barulhos das maquinas da cafeteria Das noites Parisienses, sem ao menos imaginar como são suas noites! Sinto falta do cálice do vinho, dos blazers e dos casacos. Das mulheres de rostos rosados, sinto falta da necessidade da manteiga de cacau na boca. Sinto falta de você, frio!

domingo, 1 de abril de 2012

Adjetivo de Possíveis Realidades

Estou perdido da alfazema da nebulosa desta constante força.
Que me impulsiona para esta infertilidade universal, que nada faz e que nada cria.
Como onda forte que bate com violência e te joga para o fundo. Antes mesmo de fugir ou encara-la é necessário encontrar-se.

domingo, 18 de março de 2012

O que posso fazer com o tempo que o tempo me deu?

Remôo, lembro dos meus defeitos.
Reescrevo as duvidas reedito as dividas e lamento os outros tempos não vividos.
Planejo outros tempos o de segunda-feira até o meu 50º aniversario vejo as impossibilidades dos sonhos de crianças. Articulo as disputas do mercado.
Às vezes bebo outras corro para perder as colorias que ganhei bebendo.
Aprendo lendo, vendo filósofos e receitas na TV. Ouço musica antes de dormir, agradeço a Deus. Abraço meu travesseiro
Às vezes saio com meus amigos e bebo, celebro o desfecho da divida que vou causar, dos outros finais de semanas que vou precisar ficar em casa por isto.
Cobro por ser escritor, compositor, analista de sistema, amigo, amante e filho. Da atenção que preciso ter a todos os instantes.
Olho para o teto do meu quarto, sonho acordado sou quem posso ser naquele instante, viajo para um local distante dentro do corpo deitado.
Às vezes me pego brincando outras cantando, sendo técnico de basquete e futebol, líder de banda outras me pego tentando chorar para aliviar o que nem eu sei ao claro o que é.
Às vezes acho que me falta tempo para novas conquistas para novos estudos para novos lugares e novos amores. Mas depois do que eu vi em um domingo a noite acho que a soma de mais tempo seria apenas para continuar fazendo o que eu faço com o tempo que o tempo me da.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Adjetivo de Possíveis Realidades

Tinha definido a idéia principal de sua tela, era para poemas!
E assim foi ele desenhando flores, escrevendo segredos melancólicos e trechos de musicas.
Desta forma fez o que deveria ter feito! Usado a tela para fazer o que quisesse.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Do artista ao inútil. Questões de pontos de vistas



Um tempo atrás fui a São Paulo para assistir uma peça baseada em uma das obras de Woody Allen (confesso que sou fã do diretor) a peça chamava Adultérios (mantendo o nome original) e contava a história de um escritor que tem um encontro marcado com sua amante (na ocasião para terminar com ela) em um cais e acaba conhecendo um morador de rua que alega que o ultimo livro do escritor é uma idéia roubada dele. (fiquem tranqüilos que estas informações estão na sinopse da peça). O interessante foi às conclusões tiradas da peça e das coisas que ocorreram até a peça.
Apesar de gostar muito do autor (Woody Allen) tinha meus preconceitos com o elenco da peça, nela participava atores famosos que atuam em novelas, séries e coisas do genero, tal fato gerava um incomodo por não ser ator especializado em teatros. Deste ponto iniciou as lições daquela noite: esteja aberto para aprender com o desconhecido! Muitas vezes guarda agradáveis surpresas, e naquele caso foi o que aconteceu, o tal “atorzinho de novelas” (assim que eu pensava) detonou na peça, foi fantástico do começo ao fim, com certeza coroou mais seu talento com um bom trabalho. Para mim restoram os famosos tapas na cara! E a lição não acabava por ai, por que da mesma forma que profissionais que não estão especificamente vinculados ao um tipo de trabalho (o caso de ator de televisão fazer teatro) pode sair tão bem quanto os específicos, assim também é com seus consumidores.
Imagina só se eu tinha certo “pré-conceito” com os atores de novelas, o que não pensava dos seus consumidores, digo expectadores? Naquela noite quando estava de pé aplaudindo a grandeza da peça, refleti sobre a grandeza de experimentar a troca de informações e conhecimentos entre tribos diferentes, o “NÃO JUGUEIS” nunca fora tão claro e didático para mim.
Mas como as lições da vida naquela noite resolveram fazer um curso intensivo comigo, havia muito mais para aprender.
Como comentei há pouco tempo a história acontecia entre o conflito de um escritor que esta sendo acusado por um morador de rua de ter roubado suas idéias para escrever seu livro e o dilema da separação com a sua amante. E desculpem se eu estou contando pequenos trechos da peça, mas outra lição que tive naquela noite surgiu quando o morador de rua foi abordado pelo escritor, sobre como ele poderia ter roubado a sua idéia. O morador respondeu sem hesitar, que o escritor havia escutado ele conversando com outro morador sobre a sua idéia para um livro.
Refleti sobre o saber, ou melhor, sobre o que classifica uma pessoa como sábia?! Não sei se muitos de vocês já tiveram a surpresa inoportuna de ser abordado por uma pessoa que subitamente seria classificada como louca, e que desembestadamente começou a contar sua história que por fim era extremamente interessante?! Pois bem eu já tive inúmeras experiências como esta, lembro-me que uma vez no trem indo para São Paulo que fiquei prestando atenção na aula de trigonometria que um senhor embriagado, o mais surpreendente é que ele ensinava corretamente.
Mas a questão que me levou refletir no momento da peça é que a vida destas pessoas (que podemos classificar como perdidas) proporcionou para elas histórias, experiências, lições, conhecimentos tão valiosos capazes de torna-se um Best-seller mundial e inegável que muitas vezes classificamos tais como inúteis.
E de repente o fator que difere um cidadão desenquadrado dos padrões sociais e um grande escritor é que um deles não esta na capa do livro publicado. Longe desmerecer os escritores, artistas, compositores, cientistas, trabalhadores entre outros, tais devem receber seus merecimentos todos os dias. O problema é que desmerecemos os ditos inúteis, e Ca entre nós, é um bocado complicado explicar trigonometria!

Adjetivo de Possíveis Realidades

Sempre me achei diferenciado por estar em um teatro assistindo....
e não por falta de humildade.... mas por medo do superficial....
Ai descobri que isto é maior falta de humildade

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