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terça-feira, 21 de agosto de 2012
Me Contradisse
Dentro das ferramentas pedagógicas que a vida utiliza com a gente, a contradição com certeza é uma delas!
Por experiência digo que somos cheios de afirmações e que subitamente precisamos encontrar justificativas para estarmos, fazendo, pensando ou sendo totalmente ao contrário destas. É o velho lema da “A vida ensina” e perto da vida, somos alunos do primário!
Anseio pela singularidade, não fico confortável com as atitudes e pensamentos comuns e de maneira trivial busco definir minha personalidade agregando esta característica.
Um belo dia, formatando o design do meu computador, coloquei o papel de parede dos “anonymous” estes são um bando de malucos que atacam sites governamentais e de grandes empresas, afim de denunciar os abusos cometidos. Escolheram como identificação a mascara do personagem “V” do quadrinho “V de Vingança”, a ideia dos “anonymous” é ser uma figura de revolução dentro da internet. Por fim ganharam forças e hoje são famosos no mundo virtual.
Perceba a contradição acontecendo! Tento ser singular e a primeira coisa que eu pego para formatar meu computador é um imagem em evidencia na internet! Utilizando termos mais próximos de nós, peguei a coisa mais “modinha” que poderia ter.
Resumindo fui a pessoa mais comum do mundo, tentando ser a pessoa mais diferente do mundo!
E a vida é assim, ela te “fala acorda” nas coisas mais triviais que estamos fazendo, e que bom que ela faz isto! Pois é importante para nós voltarmos a normalidade, sermos novamente humanos, com atitudes e pensamentos comuns, estes que fez com que tantas coisas já acontecessem no mundo, afinal ser simplesmente comum, já é um grande diferencial.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
O novo, denovo!
Este novo persiste, definitivamente não é novidade, pois se apresenta todos os meses, em cores, tipos e necessidades distintas. O novo é tão presente que não deixa possibilidades de pensar o que vem além dele, o que terá depois do novo?! Nada! Pois o novo logo muda de lugar, de opinião, é só surgir algo de novo que o novo se torna o novo denovo!
É importante esta atendo ao novo, porque ele que nós encaixa (geralmente) as novas estratégias e qualificações do mercado de trabalho, as novas tendências da moda, as novidades mas tocadas na radio, os novos programas mais assistidos na televisão, se você não estar “novo”, não sabe o “novo”, não tem assunto, esta fora da jogada, ponto final, não tem discussão! E saber isto não é nada de novo, aprendemos com os nossos “velhos” que é importante ler o jornal, para saber o que de novo esta acontecendo no mundo.
Foi o novo que mudou o mundo, uma nova forma de fazer as coisas, novas coisas que surgiram, novas urgências que foram necessárias atacar, novas dores, novas doenças, novos prazeres, novos lugares. A história apesar de velha é cheia de novidades! Quando aprendemos algo de novo do que aconteceu no tempo velho, algo de novo muda dentro de nós.
Mas as vezes cansa seguir o novo, pois são tantas novidades que estão surgindo, e tantas novidades que acontecerem no tempo velho que não conhecemos, que fazer parte deste novo se torna difícil, e finalmente quando conseguimos alcançar tudo isto, nada disto é novidade!
terça-feira, 17 de julho de 2012
Adjetivo de Possíveis Realidades
A inspiração é como oxigênio, é necessária respirar para que seja gerada.
Quando respiramos inspiração geramos mais inspiração, e assim é possível criar mundos.
A diferença é que o oxigênio é obrigatório para a vida.
O Mal de Adoniram
Em um típico dia preguiçoso de domingo estava eu em casa assistindo o Som Brasil, era uma homenagem a Adoniram Barbosa, um dos maiores ícones (me arrisco a dizer o maior) do samba Paulista. A qualidade do programa por consequencia das composições é indiscutível, mas o que me chamou a atenção foi quando contaram um pouco da história de Adoniram e falaram que apesar dos pesares a miséria e o semi-anonimato foram seus companheiros até o fim.
E se foi assim em vida, em morte teve sua total inversão, a fama e o sucesso veio como um prémio póstumo, presunçosamente resolvi chamar isto do “Mal de Adoniram” (que podia ser de tantos outros José´s!!!!).
O mal de Adoniram é uma coleção de fatores, primeiro pelo fim inexorável a morte, esta mazela é de Adnoriam a Maria´s não tem jeito! Um dia chega para todos nós!
Segundo por ser ele, um de tantos, que vem a ter seu reconhecimento após a morte, a história universal é rica em exemplos assim, talentos que vieram a ser reconhecidos muito tempo depois do que seus artistas esperavam, desta forma os apertos de mãos e as felicitações tem que ser trocadas por flores e lágrimas sobre os túmulos! Os já famosos também sofrem do Mal de Adoniram, pois quando morrem ficam mais famosos ainda! Pego como exemplo os Mamonas Assassinas (lembrança da infância) e do Michael Jackson, que em níveis diferentes eram famosos, mas após suas mortes!
Por fim o mal de Adnoriam são as raízes que temos, elas são os que nos seguram, que nos sustenta, mas também são as que não deixam que a caminhada da vida prossiga. A vida de Adoniram o pegou de tal forma que não foi capaz de deixa-la, de transforma-la! E se até as estações mudam, será que não devemos mudar? Esta é uma pergunta que nem eu, nem Adoniram nem as Maria´s sabem responder. O que nos resta é a escolha, destes males que nem sempre é tão mal assim.
terça-feira, 19 de junho de 2012
Oco
No
oco há eco
Por
sobra de espaço
Por
falta de gente
Pela
ausência do abraço
No
oco há frio
Não
existe o abraço
O
calor do corpo
Os
sussurros baixinhos
No
oco há medo
Pois
o escuro impera
Não
se explora os espaços
Não
base ao que espera
No
oco de nós
A
ausência agride
A
dor persiste
A
violência reside
domingo, 3 de junho de 2012
Desculpas ou Justificativas
Dentre tantas coisas incomuns entre os Homens, a necessidade de lidar com os problemas cotidianos é uma delas. Os problemas aparecem, resultados do aprendizado e lições que a vida voluntariamente nos dá.
Estes existem em todas as proporções, pessoais, sociais, institucionais, e por assim vai. Todos problemas são gerados por uma coleção de fatores e a partir destes fatores é que podemos chegar as soluções.
O que diferencia a busca de soluções é a forma como vemos os fatores, alguns buscam justificativas para os problemas ocorridos, refletem sobre eles e buscam formas de resolve-los, independente do tempo que for necessário. Outros mediante aos problemas buscam desculpas para elas, se conformam em ter dada tais desculpas e aceitam definitivamente os problemas.
O pior nisto é que geralmente as pessoas que optam pelas desculpas são as que devem cuidar de nossas cidades, estados e pais. As desculpas não são dadas para os problemas delas e sim para os problemas de todos. E assim suas desculpas acabam trazendo mal para todos nós.
Estes existem em todas as proporções, pessoais, sociais, institucionais, e por assim vai. Todos problemas são gerados por uma coleção de fatores e a partir destes fatores é que podemos chegar as soluções.
O que diferencia a busca de soluções é a forma como vemos os fatores, alguns buscam justificativas para os problemas ocorridos, refletem sobre eles e buscam formas de resolve-los, independente do tempo que for necessário. Outros mediante aos problemas buscam desculpas para elas, se conformam em ter dada tais desculpas e aceitam definitivamente os problemas.
O pior nisto é que geralmente as pessoas que optam pelas desculpas são as que devem cuidar de nossas cidades, estados e pais. As desculpas não são dadas para os problemas delas e sim para os problemas de todos. E assim suas desculpas acabam trazendo mal para todos nós.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Um pedaço de nada já vale um trocado
Seu território são três ruas, há que tem a banca de jornal, há da padaria e a da praça onde faz sua morada.
Grande parte das pessoas parecidas com ele costumam ficar na praça suplicando por “um trocado”, ele por algum motivo pensa diferente, pensa que um pedaço de nada já valia um trocado. Foca seu dia-a-dia em fazer valer sua filosofia de vida, praticava a arte de muitos, catava qualquer “treco” que encontrava na rua, como qualquer pessoa sem orientação ou sem norte aprendeu com seus erros, juntou tanto lixo em seu dormitório reservado na praça que foi obrigado limpar, desabrigar a praça e aguentar algumas pancadas de cacete-te.
Mas foi paciente o suficiente de compreender que a vida ensina, e que não demoraria muito para a policia parar de rondar a praça e que ele e seus amigos poderiam voltar.
Sentou em seu banco favorito e forçou a cabeça suplicando por alguma grande solução, nada vinha! Para ele tudo acabara e que era necessário buscar outra coisa, outro lugar, outras ruas. Planejou para o próximo dia a despedida das três ruas companheiras por um tempo da sua clandestina vida.
Ao amanhecer pois-se à sua marcha fúnebre, com passos lentos foi fazendo a via sacra do cotidiano das pessoas que la viviam, ajudou o Senhor Armando a retirar os produtos das caixas de papelão e recolher os jornais velhos para levar aos seus amigos na praça, passou na padaria pediu o mesmo café preto que o acompanhava em todas as manhas, apanhou o prato com o resto de croissant que uma cliente insistia em deixar, guardou o palito de picolé que era figura constante no prato e partiu em direção da praça.
Sentou no seu banco preferido como uma forma ilustre de despedida, abaixou a cabeça lamentando seu fracasso, lembrou novamente da filosofia que havia traído-o “Qualquer pedaço de nada já vale um trocado”! Respirou fundo e direccionou seus olhos aos jornais para distribuir para os outros que la viviam, quando olhou para o jornal viu a imagem de uma maquete de dirigível e com toda a dificuldade que tinha para levar, conseguiu juntar as palavras, descobriu que tal maquete que era feita de jornais e papelões velhos, levou a mão ao bolso e retirou o palito de picolé este que estava no prato junto ao crossant, sorriu e lembrou da sua filosofa “Um pedaço de nada já vale um trocado” porem pela primeira vez na sua vida ela fazia sentido, a partir de então todos os dias foram dedicados em fazer que o dia-a-dia das pessoas que la viviam levassem a sua filosofia, a ela e a seus artesanatos feitos de palito de picolé.
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